terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cooperativismo

Nossa sociedade tende, nos dias de hoje, a estar totalmente voltada em ser uma sociedade que tem como fim e como sonho de consumo geral o automóvel.
Em seu nome, carnês e mais carnês são acumulados todos os dias, ofertas fantásticas são feitas com todo o tipo de promoção e mais do que isso de facilidades anunciadas, algumas delas totalmente mentirosas e fantasiosas, mas que atraem os consumidores. Eles correm às lojas, autorizadas ou não, pagam invariavelmente muito mais do que foi anunciado. Caem no conto de juro zero, o que absolutamente não existe, e mesmo assim saem satisfeitos, pois têm o carro.
Mal estaciona na garagem e começa a dura realidade da vida de um carro: combustível, taxas, pedágios, falta de estacionamento, seguro e por aí vai.
Muito provavelmente será vítima de tentativa de roubo ou furto e as autoridades dirão a você que teve o carro furtado ou roubado que você passa a fazer parte de uma estatística e nada mais. Ninguém lhe dará a mínima satisfação.
Daí inventaram lombadas e radares. As primeiras são gratuitas, quando muito estragam um amortecedor. Já o radar começa a pesar pois tornou-se uma indústria. Cinco radares, cinco velocidades diferentes, pegadinha obviamente. Nunca em tempo algum você saberá o quanto foi arrecadado em multas e onde este dinheiro será aplicado. Pague e não chie.
A função de um radar é jogar uma cortina de fumaça na incompetência de quem deveria garantir não apenas o trânsito, mas também o patrimônio de cada um de nós, afinal o carnê está lá para ser pago. E o ladrão é muito mais protegido do que o meu salário.


Walter Bartels
Jornal Todo Dia - 25-01-2011

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